Mas afinal, o que é a famigerada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?
A Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida como SRAG, é uma condição que exige atenção imediata.
Trata-se de uma infecção respiratória intensa, que compromete seriamente a função dos pulmões e pode levar a complicações fatais.
Em muitos casos, ela surge como uma evolução de um quadro gripal comum, mas que, em vez de melhorar, progride para um estado crítico.
Sinais de Alerta
Geralmente, os primeiros sinais de alerta surgem de forma súbita.
O paciente começa a apresentar dificuldade para respirar, sensação de aperto ou dor no peito, cansaço extremo e, com frequência, a saturação de oxigênio cai para níveis abaixo de 94%.
Em situações mais graves, a pele ou os lábios podem ganhar uma coloração azulada, conhecida como cianose, o que indica baixa oxigenação no sangue.
Esses sintomas não devem ser ignorados em hipótese alguma.
Causas
Na maioria das vezes, a SRAG é causada por vírus respiratórios que circulam de forma sazonal ou em surtos.
Os principais responsáveis são o vírus Influenza (da gripe), o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — comum em crianças — e o SARS-CoV-2, que provoca a COVID-19.
Esses agentes provocam uma resposta inflamatória exagerada nos pulmões, o que leva ao acúmulo de líquido nos alvéolos. Como resultado, a troca de oxigênio com o sangue fica prejudicada.
Atenção
Além disso, a inflamação pode se intensificar, gerando inchaço pulmonar, formação de coágulos (trombose) e, em casos mais graves, falência de múltiplos órgãos.
Por isso, o tratamento costuma envolver internação em unidade de terapia intensiva (UTI), com suporte ventilatório e cuidados especializados.
A mortalidade por SRAG é elevada, especialmente quando o diagnóstico e a intervenção ocorrem tardiamente.
Fatores como idade avançada, presença de doenças crônicas (como diabetes, cardiopatias, doenças renais e imunossupressão) aumentam o risco de complicações.
Crianças pequenas e idosos formam os grupos mais vulneráveis. Em especial, o vírus Influenza A tem sido um dos maiores causadores de óbitos em idosos com SRAG.
Por outro lado, é importante destacar que a maioria dos casos graves pode ser evitada com medidas preventivas.
A vacinação anual contra a gripe e a COVID-19, o diagnóstico precoce de sintomas respiratórios e o acompanhamento médico em casos de comorbidades fazem uma enorme diferença no desfecho clínico.
Portanto, a SRAG não é apenas uma complicação da gripe — é uma emergência médica.
Quanto mais rápido for o reconhecimento dos sinais e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação.
Em tempos de alta circulação viral, estar atento pode salvar vidas.
E lembre-se, caso surjam sintomas ou está em dúvida, procure imediatamento auxílio médico, se possível de um pneumologista.
